Coimbra do Choupal já não és a capital

Mata Nacional do Choupal

A Mata Nacional do Choupal, localizada em Coimbra, Portugal, imortalizada pelos poetas, nasceu da necessidade de quebrara impetuosidade das cheias do Mondego.

Em 1791, o padre Estevão Cabral comandava um grande protejo que se destinava a tentar diminuir o assoreamento provocado pelo rio Mondego.

O Choupal foi afinal plantado, tendo como primeira função a fixação de terrenos marginais e, posteriormente, a difusão das cheias através dos valeiros que a atravessam. Foram muitas, muitas árvores que desde século XIX desafiaram o tempo crescendo. Tem na sua composição uma coleção de espécies que integravam as matas climácticas ribeirinhas, nomeadamente o Choupo, o Amieiro, o Freixo, Salgueiros, o Ulmeiro o Lódão.

Com uma área de 80 hectares, a mata do Choupal bordeja o rio Mondego numa extensão de 2 km.

Com o crescimento do arvoredo, adveio-lhe a função de recreio e lazer, que ainda hoje se mantém: É o espaço que muitos habitantes da Cidade utilizam para pôr a sua forma física em dia.

A Mata Nacional do Choupal situa-se a Nordeste da cidade de Coimbra, na margem direita do rio Mondego e servida pela E.N. 111, que liga esta cidade à Figueira da Foz; ou pela estação ferroviária de Coimbra-B. Ocupa terrenos das freguesias de Santa Cruz e São Martinho do Bispo.
Em termos de características e sensibilidade da mata, no Choupal podem-se distinguir três zonas fundamentais:

A Zona Nascente, desde o início da mata até ao Valeiro do Armazém; corresponde a uma área de utilização moderada pelo que apenas está instalado um percurso pedonal denominado "Floresta Viva".

A Zona Central, desde o Valeiro do Armazém ao Valeiro do Meio; sendo esta a área de maior carga motivada pela implantação de inúmeras infraestruturas Sede do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, parque de merendas, bar, zona desportiva, circuito de manutenção e casa de apoio ao desporto.

A Zona Ocidental, do Valeiro do Meio até ao fundo da Mata; intercala espaços de utilização média com outros de utilização moderada, situando-se neste último o Centro de Reprodução do Caimão e o percurso pedonal "Vida Aquática “Pode ainda encontrar-se nesta zona o Jardim de Plantas Aromáticas e Medicinais, o Borboletário, a Mostra de Aparelhos de Elevação de Água e, futuramente, o núcleo museológico e a oficina de trabalhos em madeira. Esta área tem ainda um percurso equestre disponível.





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